Miguel apareceu. Não trazia mais o mesmo sorriso. Na face uma estranha sensação de não saber. Um não saber um tanto quanto obtuso, um tanto quanto intruso. Invadiu a minha terna vontade de controlar. Controlar o tempo, os momentos. O meu devaneio de sempre acreditar que passa, tudo passa, as vidas se renovam. Não. Mentira. Foi o que Miguel me disse. Sem palavras, apenas com um olhar distante e profundo.
Não queríamos mais medir a força dos nossos sentimentos. Não fazia sentido. A vontade naquele momento era fechar os olhos, imaginar uma louça em que o giz é facilmente apagado. Basta um toque e o que estava ali já não existe mais. Sem memórias, sem desgastes, sem rancor.
Mas, a vida, menina, não é uma louça de giz.
domingo, 22 de novembro de 2009
É e será
Era para ser sono, mas virou remelexo.
Era para ser mudo, mas virou estrondo.
Era para ser tempo, mas virou suspiro.
Era para ser tudo e virou tudo.
Tudo o que se sente
Tudo o que se transforma
Tudo o que é para ser
E será.
Era para ser mudo, mas virou estrondo.
Era para ser tempo, mas virou suspiro.
Era para ser tudo e virou tudo.
Tudo o que se sente
Tudo o que se transforma
Tudo o que é para ser
E será.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
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